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GYOKUTO



Gyokuto (玉 兎) quer dizer "coelho de Jade" e surgiu com a semelhança que os buracos na lua tem com um coelho segurando um martelo visto daqui da terra.
A versão japonesa do conto em sânscrito aparece no "Konjaku monogatarishū". Nele conta-se que uma raposa, um macaco e um coelho estavam viajando pelas montanhas quando se depararam com um velho de aparentava ter sido surrado. O velho desmaiou de exaustão enquanto tentava atravessar as montanhas. Os três animais sentiram compaixão pelo velho e tentaram salvá-lo. O macaco recolheu frutas e nozes das árvores, a raposa recolheu peixes do rio. Porém por mais que tentasse o coelho não conseguia reunir nada de valor para dar ao velho. Lamentando sua inutilidade o coelho pediu ajuda à raposa e ao macaco na construção de uma fogueira. Quando o fogo foi aceso, o coelho pulou nas chamas para que seu próprio corpo pudesse ser cozido e comido pelo velho. Quando o velho viu o ato de compaixão do coelho ele revelou sua verdadeira forma como Taishakuten, um dos senhores do céu. Taishakuten imortalizou o coelho e colocou-o na lua, para que todas as gerações futuras pudessem ser inspiradas pelo ato compassivo do animal.

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Nuribotoke (佛塗) trata-se de um zumbi grotesco que costuma se arrastar para fora dos Butsudans mal cuidados (espécie de altar com portas). Sua pele é preta e oleosa, possuí uma cauda de peixe que se estende por sua coluna, também tem pernas, mas talvez um de seus traços mais marcantes seja seus olhos que ficam pendurados na órbita. Costumam fazer barulhos batendo sua cauda nas mobílias. Cheiram mal e assombram, podem também enganar as pessoas dando falsas profecia, em geral tem como alvo famílias que não mantem seus Butsudans bem limpos e cheios de comidas. Podem ser afastados com a manutenção necessária dos Butsudans , ou também jogando sal no chão o que os impede de atravessar a linha com sal. Caso consiga ser segurado durante o dia, a noite ele desaparece. Pode ser evitado também nunca deixando seu Butsudan aberto durante a noite.

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